“E quando a inovação para prevenção de danos à saúde traz problemas?” – Renata Wey

Este segundo artigo do SOB MEDIDA é de Renata Wey, Doutora em Engenharia de Produção/ Gestão da inovação pela COPPE/UFRJ e PhD em Antropologia e Sociologia pela Université Lumière Lyon II. No texto, através de um exemplo real numa empresa de beneficiamento de granito, a autora discorre sobre a questão que da titulo ao texto: e quando a inovação para prevenção de danos à saúde traz problemas?

Veja a resposta da autora sobre essa questão, lendo o texto aqui!

*Essa é a sessão “Sob Medida”, onde artigos são escritos exclusivamente para o BLOG Ergonomia da Atividade, por pesquisadores das diversas áreas do trabalho no Brasil. Os textos vem acompanhados de charges também exclusivas, roteirizadas por nossa equipe e ilustradas por Thomas Odon, feitas sob medida de acordo com o conteúdo da escrita elaborado pelo autor.

7 comentários

  1. Sabemos que a introdução de novas tecnologias que buscam reduzir agravos e adoecimentos podem levar a novos riscos e mudar o perfil de acidentogênese (ver o caso da Lâmpada de Davy nas minas de carvão inglesas e ocaso da introdução do “scaler” no abatimento de rochas instáveis em mineração subterrênea). Fica claro que, se não houver mudanças no sistema de gerenciamento de produção, as inovações tecnológicas podem levar a um maior custo cognitivo para os trabalhadores se não forem seguidas de mudanças na gestão do trabalho.

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    • Sensacional o texto de Renata Wey, demonstrando aproximação do trabalho real em nível pouco visto nas AET que grassam pelo mercado. Além disso, lembro que os livros e manuais de engenharia de segurança do trabalho sempre indicam ‘umidificação’ para controle de poeira em mineração, por exemplo, mas esquecem-se do ‘pequeno’ detalhe da ferrugem, que reduz enormemente a vida útil de equipamentos que deveriam durar anos (britadores, caçambas, etc), gerando outros riscos, incluindo graves acidentes. Parabéns pela matéria, Raoni e equipe. Airton Marinho.

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      • Obrigada Airton Marinho, conheço sua trajetória em busca de aprimorar o trabalho e a formação dos engenheiros de segurança e ergonomistas. Agradeço o elogio, foi mesmo um trabalho de um ano e meio nas minas, observando e conversando e entrevistando trabalhadores, gestores, técnicos de segurança, engenheiros, sindicalistas, agentes de prevenção do estado.
        Saudade de vocês todos. Abraços

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    • Sim, Mario Parreiras, e você é um grande defensor da causa, estudei muito sua dissertação quando fiz a minha. Fico honrada com seu comentário.

      Reflito muito sobre essa situação de se buscar novas soluções para melhoria da produção sem se considerar o custo humano, mas quando se tem o objetivo de prevenção, isso me soa um pouco mais grave. Não da para queremos que somente os agentes de prevenção se preocupem com os novos riscos, todos os profissionais envolvidos, num trabalho em equipe, precisam levar em conta se ha potencial acidentogenico nessas novas soluções.

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