Questões de Gênero no Trabalho

Texto produzido por Camila Duarte, Patrícia Pascoal e Anna Caroline Demarque

No último domingo foi comemorado o dia das Mães no Brasil e essa data nos remete a pensar sobre as questões de gênero no trabalho. Assim, trazemos 3 importantes materiais a respeito da questão.

O primeiro, publicado em 2012 por Natalia Taiza Schmidt, intitulado “A dupla jornada de trabalho: reflexão sobre o vínculo da mulher com o trabalho doméstico em contexto de ensino e aprendizagem de sociologia para o nível médio” (veja ele aqui!) mostra que as mulheres têm sua história marcada por muita luta em busca da igualdade de direitos, maior inserção no mercado de trabalho, o direito ao divórcio e autonomia relacionada ao comportamento reprodutivo. Pode-se dizer que entre todas, a principal emancipação feminina está no trabalho profissional. Entretanto, apesar de inserida no âmbito do trabalho remunerado, a sociedade ainda atribui à mulher as responsabilidades da esfera doméstica e familiar. Isso quer dizer que a mulher da pós-modernidade divide-se entre o público e o privado e os conflitos de valores desses dois espaços. Quando a mulher se insere na força de trabalho e não rompe seu vínculo social  com os contextos doméstico e familiar, ela se depara com a dupla jornada de trabalho.

Nessa perspectiva, é relevante discorrer sobre dois fenômenos cada vez mais recorrentes na vida da mulher: maternidade e carreira. Hoje em dia, as mulheres, em sua maioria desejam não só assumir a maternidade como também, construir uma carreira profissional de sucesso. A maternidade passa a ser uma das formas de expressão, uma vez que há uma complexidade de papéis que permitem conhecer novos pensamentos e vivências consigo, com os outros e com as crianças. Para saber mais sobre as preocupações e recompensas dessa dupla jornada realizada pelas mulheres, veja leia o Trabalho de Conclusão de Curso de Natália Tiemi Yamamoto (baixe ele aqui!), publicado em 2012, em que são apresentadas reflexões sobre a condição das mulheres que optam por serem mães, estando inseridas no contexto de trabalho remunerado, ressaltando assim, o que é recompensador e o que é preocupante nessa dupla jornada.

Nesse ínterim, quando a mulher se encontra inserida no mercado de trabalho e torna-se gestante, frequentemente, ela se depara com questões de saúde e segurança para ela e para o bebê em seu ambiente laboral. O posto de trabalho, o tipo de atividade a ser realizada apontam para um assunto em debate e que é citado na nova reforma trabalhista: será permitido que a empregada gestante ou lactante trabalhe em local insalubre, o que antes, era totalmente vetado pela CLT. A lei 13.467/2017, que entrou em vigor em 11 de novembro de 2017, traz na íntegra esse conteúdo. É relevante essa discussão, pois possibilita analisar o papel da mulher no mundo do trabalho, e concomitante, como a sociedade trata essa questão da multiplicidade de atribuições como a maternidade e carreira.

Para saber tudo sobre essa nova Lei, clique aqui!

 

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