Dia Internacional da Mulher e a questão dos gêneros no trabalho

Em homenagem ao último dia 08/03, que comemora o Dia Internacional da Mulher, o post de hoje é destinado à reflexão da (des)igualdade de gêneros no trabalho.

Pesquisas mostram que as mulheres ganham menos do que os homens em todos os cargos. Numa pesquisa da Catho, avaliando funções de estagiários a gerentes, a maior diferença é no cargo de consultor, no qual os homens ganham 62,5% a mais do que as mulheres. Nos esportes, a tenista Serena Williams – a maior vencedora de Grand Slams, com 23 títulos – é a única mulher na lista da revista Forbes com os esportistas que mais ganharam dinheiro em 2017. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a renda média nacional do brasileiro é de R$ 2.043, mas os homens continuam recebendo mais. Enquanto eles ganham, em média, R$ 2.251, elas recebem R$ 1.762 (diferença de R$ 489).

No mundo acadêmico, são várias as áreas que refletem sobre a questão dos gêneros no trabalho.

No artigo “Políticas de diversidade nas organizações: uma questão de discurso?”, da Revista de Administração de Empresas, escrito por Luiz Alex Silva Saraiva, Hélio Arthur dos Reis Irigarayo objetivo foi analisar a efetividade da implementação de políticas de estímulo à diversidade em filiais brasileiras de uma empresa multinacional. Os resultados sugerem contradições entre os discursos e as práticas adotadas, o que possivelmente se deve a arraigados processos de preconceito por parte dos próprios empregados, a certa permissividade no nível gerencial e a um direcionamento das políticas de estímulo à diversidade e inclusão, mais voltadas para o mercado do que para as demandas da sociedade.

Leia o artigo completo aqui!

Já o artigo “Referencial de análise para a estudo da relação trabalho, mulher e saúde”, de Jussara Cruz de Brito; Vanda D’Acri, da revista “Cadernos de Saúde Pública”, mostra a importância da abordagem de gênero na construção teórica da área de Saúde do Trabalhador. As autoras mostram que, pela divisão sexual do trabalho, são reservadas às trabalhadoras, na indústria, as tarefas mais repetitivas e que exigem grande resistência nervosa — condições que não são especialmente saudáveis e que implicam um padrão específico de desgaste.

Leia o artigo completo aqui!

Por fim, vale a pena ver o experimento realizado pela Finans For Bundet relacionado à reação de  crianças do sexo masculino e feminino ao receberem recompensas desiguais pelas mesmas tarefas.

 

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